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Muito além do tilintar de esporas, acordando o dia; além do ronco da cuia de mate, e muito além do relincho de baguais, campo a fora, está o amor do gaúcho pelo Rio Grande do Sul. Por seus usos e costumes, que há muito foram palanqueados pelos campeiros de outrora, e pelo grito dos Farrapos em busca de dignidade, o gaúcho já nasce com o sentimento de liberdade arrinconado no seu coração, e com um zelo pelas coisas do Sul que não tem tamanho. Não há xiru que não goste de olhar, por sob a aba do chapéu, o céu muito azul e os horizontes largos do seu Rio Grande do Sul. Moldado sob o fogo e o tinir do ferro-branco, nas muitas pelejas enfrentadas em defesa do seu chão, o gaúcho sul-brasileiro jamais se achicou ao inimigo nem se importou com o tamanho deste. Lutando de peito aberto, desde o grito de Sepé Esta Terra Tem Dono, até os dias de hoje o gaúcho sul-rio-grandense sempre fincou o garrão para defender a sua Terra e seus usos e costumes tradicionais, arraigados na cultura gaúcha sul-brasileira desde antanho. E que graças ao Grupo dos Oito, capitaneado por Paixão Côrtes, é que esse regionalismo foi resgatado e transmitido para os gaúchos de agora. Quantos viventes brasileiros conhecem o hino do seu estado? Poucos; e muitos nem sabem que seu estado tem um hino! Mas no Rio Grande do Sul é diferente; mais de 90% da população, seguramente, conhece e canta o Hino Rio-grandense do começo ao fim. Isto é amor preservacionista por sua Terra, por suas coisas regionais; isto é orgulho pelo chão, pelo Pago Sul-rio-grandense! Se tu, gaúcho, concordaste comigo até aqui, então eu te pergunto: - Por que alguns caranchos, sem o menor amor pela Tradição Gaúcha do Rio Grande, abancam-se em cargos de CTGs e de outras Entidades Tradicionalistas? Alegar desconhecimento não podem, já que a Carta de Princípios do Tradicionalismo serve como se fosse ela um pai dos burros; e o MTG Brasileiro tem muitas publicações norteando e ensinando como dirigir um CTG e como cuidar da preservação da cultura de todos os gaúchos brasileiros. Tais orientações abertas estão para todos os que quiserem praticar um pouco de leitura. E tem mais! As regras são sempre as mesmas, salvo raríssimas exceções, porque, afinal, trata-se de Tradicionalismo e não de Modificalismo ou Modernismo. No entanto, ao deixarem-se corromper e corrompendo em busca dos pilas, com esses atos de corrupção cultural vão dilapidando o rico patrimônio cultural gaúcho sul-rio-grandense. Sim, porque cada vez que fazem vistas grossas, deixando as regras de lado em beneficio de uma bilheteria, estão praticando corrupção. Engana-se quem pensa que a corrupção está apenas nos meios políticos; ela há muito que já adentrou no Tradicionalismo Gaúcho, invadiu os galpões dos sagrados Santuários da Tradição Gaúcha dos Campeiros do Rio Grande do Sul: os CTGs. Ora, se todos sabem o que significa um CTG, por que estes maus patrões teimam em transformarem os Centros de Tradições Gaúchas em bailões, com grupos musicais sem a pilcha tradicionalista adequada? Por que os permitem tocar em fandangos, nos palcos das Entidades da Tradição, músicas sem o tranco campeiro, bagaceiras, com rebolados no palco? Porque em um baile de CTG, em plena Semana Farroupilha, permitem a indumentária cola-fina, inadequada para um Baile de CTG? Será que estariam eles pensando só nas bilheterias, por terem contratado figurões para abrilhantarem seus bailes? Artistas que muitas vezes já descambaram de vez para outros ritmos musicais e não mais respeitam nem o palco nem as famílias presentes nem o CTG que os acolhe? Quem ganha com isso? O Tradicionalismo Gaúcho é que não é! Nesta Semana Farroupilha muitos e excelentes grupos musicais nativos foram deixados de lado em detrimento dos que vêm de fora. Estes, sem comprometimento com a Tradição Gaúcha, com suas músicas aceleradas, foram dilapidando ainda mais a nossa cultura tradicional, deixando uma impressão errônea da nossa música regionalista aos que visitaram um CTG. E eles foram-se embora, levando a guaiaca - talvez nem saibam mais o que é isto - forrada de pilas, como pagamento de mais um ato de corrupção da uma patronagem que também corrompeu-se. Por uns cobres a mais, desvirtuou e permitiu a quebra de regras dentro de um Centro de Tradições Gaúchas do Rio Grande do Sul. Os patrões e os dirigentes de CTG e de Entidades Tradicionalistas devem deixar o popular jeitinho brasileiro e as corruptas mazelas para as esferas políticas, pois isto não combina com a índole do gaúcho nem com o Tradicionalismo. Devem prestar mais atenção à Carta de Princípios do MTG Brasileiro e no que quer dizer a palavra tradição, a qual, segundo todos os dicionários é o: 1. Ato de transmitir ou entregar; 2. Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações; 3. Notícia de um feito antigo transmitida desse modo; 4. Doutrinas, costumes etc., conservados num povo por transmissão de pais para filhos; 5. Conjunto de usos, idéias e valores morais transmitidos de geração em geração. Os seus CTGs - Centros de Tradições Gaúchas - estão cumprindo o principal fim cultural do Tradicionalismo? E qual será o legado das suas gestões? Irão irradiar e transmitir a Tradição Gaúcha de outrora para as novas gerações, ou irão dilapidar, ainda mais, o rico tesouro cultural dos heróicos antepassados do Povo Gaúcho Sul-rio-grandense? Como querem ser eles lembrados: como um candieiro, que mostrou e transmitiu a Tradição dos Gaúchos do Rio Grande aos jovens, cumprindo os objetivos do Tradicionalismo Gaúcho Brasileiro, ou como apenas mais uns que se corromperam? É necessário que todos lembrem-se que para viver o Tradicionalismo é preciso, acima de tudo, ter amor ao nosso chão e sentir orgulho de se ter nascido gaúcho! (Sentimento Terrúneo, do colaborador e Mangrulho do ONTGB no Sul do Brasil, Ademir Canabarro: um Missioneiro!) postada no bombachalarga.org

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Parque do Espinilho

O Parque do Espinilho, localizado na Barra do Quaraí-RS, abriga uma formação vegetal de alta singularidade ecológica: a Savana Estépica. Encontra-se também nas províncias de Corrientes e Entre Rios, na Argentina. Ocorre no Paraguai e no norte do Chile, porém no Brasil, existe somente na Barra do Quarai (www.barradoquarai.net)

Ilha Brasileira

Após o incêndio ocorrido no dia 7/08 que devastou 90 ha. da Ilha Brasileira, santuário ecológico da Tríplice Fronteira, a ONG Atelier Saladero lançou a campanha S.O.S Ilha Brasileira solicitando mudas de plantas nativas para reflorestar a área atingida. Vereador Sérgio Campos, colaborador da ONG, apresentou projeto de lei para transformar a ilha em reserva municipal.

2º Pedalando

2º Pedalando pela Tríplice Fronteira. A ONG Atelier Saladero juntamente com a organização GrupAmA (Uruguai), com o apoio do Movimento Transfronteiriço de ONGs, realizaram mais um pedalando internacional, unindo no mesmo trajeto dois Parques: Parque do Espinilho e o Parque uruguaio Rincón de Franquia. O ideal das ONGs é constituição de um Parque Trinacional.

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